Não pretendo aqui fazer um estudo sobre a obra, talvez, como fiz de maneira sintética, com o livro de Bulgakov, mas apenas expressar minha opinião sobre este.
Já faz algum tempo
que li este livro. Fora uma das obras que meu avô paterno me deixou como
herança e que fiquei muito agradada com tal. De suas paginas amareladas pela 3ª
edição de 1937, e tradução de Carlos de Souza Ferreira.
O filme baseado em
H. G. Wells (1866-1946) me deixou com o gosto amargo, e ainda nem se quer tinha lido o
livro. Depois que o li, passei a detestar ainda mais este trabalho (que para
meu espanto pertencia a Steven Spielberg).
Os personagens do livro em nada
são tão irritantes como os do filme. Na verdade não tem nada a ver.
Mas sou suspeita para falar de
filmes baseadas em livros pois sempre, ou quase sempre, não me agradam.
Quanto ao livro, (que foi escrito em 1898) - não é de
admirar que causou tanto reboliço no meio das populações de sua época.
Narrado em um passado
não distante, tem uma descrição surpreendente em que os cheiros, provavelmente
Nauseabundos impregnam a narina do leitor de forma a se sentir presente na
época da narração.
As cenas são marcadas por forte impressão do
narrador, nos transportando ao máximo para a situação vivida.
Nos sentimos na pele dele e
torcemos para que o pior não aconteça.
O final não é
incerto, mas nos deixa com a impressão que o "viveram felizes para sempre"
não existe...mas que algo ficou para nos perturbar.
São 238 páginas de
"relato" impressionante.

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